Como podem ver pelo que escrevi até agora, em termos de criatividade e imaginação, não sou nenhum Tolkien. Mas até me safava como redactor na Maria ou no Borda d’Água. Mas a minha verdadeira paixão é traduzir. É pegar nas palavras dessa língua tão sintética e ao mesmo tempo tão imagética e maleável que é o inglês e verter as ideias nelas contidas para o nosso imensamente belo e ostentosamente complexo idioma. Ou vice-versa.
Por vezes, as frases são como puzzles. Para mim, é um verdadeiro deleite ir encontrando o sujeito, verbo, complementos, decifrar o sentido, encontrar o sentimento, o registo, o tom, a piada, o sarcasmo… e depois voltar a escrever como se a frase fosse minha! Uns discordarão do meu método, outros acharão que ando mesmo enganadinho, mas estou como diz o Tony Carreira (ou seja lá quem for que escreveu a canção que ele plagiou): “…nos meus sonhos quem manda sou eu!”

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